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@piangers Marcos Piangers

Contato, palestras, livros e todas as minhas redes sociais estão em 👇👇👇👇👇👇

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2 weeks ago

Cuide bem do seu amor Ainda era verão, estávamos na praia, começaram a chegar as primeiras notícias do vírus. Um amigo, o Fábio, estava chegando de Londres e levou a família pra nos ver. Ele levou uma daquelas câmeras retrô, com filme. Tirávamos fotos na beira do mar com nossos filhos sorrindo, sem saber como as fotos estavam ficando. Comentávamos que essa coisa do vírus poderia chegar logo aqui. Mas sempre terminávamos o papo com: “vai ficar tudo bem”. . Faz uma semana, minha mãe achava que tudo era histeria coletiva. Dava risada quando eu falava da importância dela se resguardar, ficar em casa, comprar alimentos pra passar um tempo sem ir no supermercado. “Vocês são muito preocupados”, ela dizia. Começou a sentir de verdade quando fecharam a academia. Viu menos gente na rua. Conversou com amigas que estão ficando em casa. Me mandou mensagem: “Estou cancelando todos os compromissos. Agora só caminhadas sozinha, Netflix e livros”. . . Estou com minhas meninas em casa faz dez dias. Ocasionais saídas para supermercado, farmácia e passeios curtos. Quando encontramos conhecidos na rua temos vontade de abraçá-los, mas evitamos. Essa é a parte mais difícil. Para as crianças isso é tudo uma grande aventura. A inocência é tão bonita que dói. Me pego escondendo delas meus medos mais horríveis, das coisas que podem dar errado. Liguei pro Fábio essa semana pra perguntar das fotos que tiramos na beira do mar. “Acabei abrindo a câmera de um jeito errado e o filme queimou praticamente todo!”, ele me disse, lamentando. Sobraram apenas três fotos, das crianças. Em uma delas as imagens estão sobrepostas, tudo está de cabeça pra baixo mas a Aurora está no meio do caos fazendo joinha com a mão. É como se ela estivesse dizendo: “vai ficar tudo bem”. Vai ficar tudo bem, pai. Vai ficar tudo bem.

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Para os que não receberam colo quando eram pequenos, dar colo é recomeço. Para os que receberam, é retribuição. ❤️ + Este post é um oferecimento de Novalgina, que tem uma campanha de incentivo ao colo e ao carinho entre pais e filhos. 🙏 NOVALGINA®️ (dipirona monoidratada ). Indicação: analgésico e antitérmico. M.S.: 1.8326.0351. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. FEVEREIRO/2020. SABR.CDPM.19.09.1693ak

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last month

Elas crescem rápido, mano. E se você não está por perto se arrepende. Foi no verão de 2016 que elas ficaram duas semanas na praia sem mim - eu tinha que bater ponto no escritório. Da praia, elas me mandavam fotos lindas de arco-íris e pôr do sol. E eu chorava, abraçava os travesseiros dormindo sozinho, chorava de saudade até pegar no sono. Pensei: “preciso mudar minha vida”. Corta pra 2020, passamos dois meses juntos na praia, vendo arco-iris e pôr do sol. Pitangas, desenhos na areia, castelos. Somos realeza de chinelo. Protegidos bravamente pelo fator 50. Bicicletas, nossa cavalaria. Joelhos ralados. “Mais um machucado pra coleção, pai”. Mais um beijo pra curar. Mais uma conversa à beira-mar. Mais uma noite dormindo amontoados em colchões improvisados no chão. Mãos dadas. Enquanto durar. Elas crescem rápido, mano. Se você não está por perto, se arrepende.

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Nov 2019

Do começo Eu lia para as minhas filhas desde o começo. Desde o começo da vida delas. Elas aprenderam sobre as cores e sobre os animais com livros. Popó era a galinha. Cacá era o cachorro. Elas decoravam os livros. Nem sabiam ler, mas sabiam de cor. Nem sabiam ler mas liam o livro todo de memória, apontando para as palavras. Nem sabiam ler mas se eu trocava uma palavra na história, elas corrigiam. “Não, papai!”, diziam. “Lê do começo!”. Nem sabiam ler mas pediam vozes diferentes para cada personagem. Nem sabiam ler mas ficavam tentando adivinhar as palavras e os sons. Nem sabiam ler mas se emocionavam com os personagens, se escondiam de lobos, guiavam protagonistas, riam de pequenas travessuras. Minhas filhas nem sabiam ler até que… sabiam. Começaram a ler tudo e me lembro que era a coisa mais bonita vê-las falando alto “pri..n…ce…sa” ou “cin..de…re…la”. E agora, ali estão elas, lendo felizes ao meu lado. Lendo e me contando histórias. Lendo e decorando os livros. E mesmo lendo e sabendo os livros de cor ainda me pedem pra ler para elas. E leio, porquê amo esse nosso momento. E se ainda hoje troco uma palavra da história, elas gritam: “Não, pai! Do começo!" Este post é um oferecimento do incrível projeto #leiaparaumacriança do @itau . Eles já distribuíram milhões de livros de graça para famílias de todo o Brasil e lançaram uma novidade: você manda um oi pro WhatsApp (11 ) 98151‑1078 e eles te enviam 3 pdfs de livros. Não é tão bom quanto livro físico mas quebra o galho pra quem quer contar novas histórias para os filhos agora mesmo.

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Nov 2019

Em São Paulo foi incrível. Nesta terça-feira dia 5 é no Rio. Informacoes em www.piangers.com

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Oct 2019

Como você lê para o seu filho? Começamos lendo livros curtos, histórias simples que deixavam as meninas calmas antes de dormir. Com o tempo, fomos dividindo a leitura. Depois, cada um fazia a voz de um personagem. As meninas foram crescendo e criamos uma brincadeira nova: no meio do livro parávamos de ler e cada um tentava adivinhar como seria o final da história. E assim fomos construindo nosso jeito único de imaginar universos. Quando estou longe delas, mando histórias contadas por áudio. Mando fotos das páginas dos livros que compro nas viagens pelo celular. Minha filha mais nova lê olhando as fotos. Pede sempre mais. Gostamos de ler porque a leitura nos une, nos expande, nos deixa melhores e mais unidos. No nosso mundo estamos sempre juntos. Mesmo quando estamos longe, estamos conectados. Conectados na nossa própria história. Uma história que não tem fim. Este post é um oferecimento do maravilhoso projeto #leiaparaumacriança do @itau E você? Como lê para seu filho?

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Oct 2019

Dia 28/10 estaremos em São Paulo. Informacoes e ingressos: www.papaipop.com.br /// @boxprodutora @gublicfilms @guortiz

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Oct 2019

Pai de selfie

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Oct 2019

O carinho vai e volta. Enquanto cura a criança, também cura o pai. #100razõesparadarcolo #PoderdoColo #Novalgina @novalginaoficial #publi NOVALGINA® (dipirona monoidratada ). Indicação: analgésico e antitérmico. M.S.: 1.8326.0351. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. OUTUBRO/2019. SABR.CDPM.19.09.1693m

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Oct 2019

Nos momentos difíceis lembre: vai passar. Nos momentos perfeitos lembre: vai passar. 😢

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Sep 2019

Uma técnica que Aurora desenvolveu para arrumar meu cabelo: baba-gel.

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Aug 2019

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Aug 2019

Como era rir com seu pai? Ele era brincalhão? Como era receber cócegas no sofá? Como era chegar em casa e saber que ele estava lá? Como era receber abraços? Como era assistir um filme abraçado ao seu pai? Como é ouvir: “eu te amo, filho”? Vocês, que tiveram um pai, me digam. Espalhem suas fotos. Espalhem declarações de amor. “Este é o melhor pai do mundo”. “Meu pai não está mais aqui mas agradeço tudo o que fez por mim”. “Por anos eu não soube como dizer, mas aqui vai: eu te amo, pai”. “Este é meu eterno papaizão”. Não importa sua idade, nunca tenha vergonha de chamar seu pai de “papai”. É uma pequena gentileza. Nos faz sentir um herói. Dêem o nome certo para as coisas. Se foi criado pelo padrasto, chame-o de “pai”. Se foi criado pela mãe, agradeça por tudo neste domingo. Se já perdeu seus pais, perdoe-os. Se você ainda tenta contato com seu pai, mande este texto. Como é rir alto com seu pai? Como é segurar sua mão? Como é dormir na barriga de um pai? Como é ouvir conselhos? Como é perdê-lo? Me digam. Vocês que tiveram um pai. Me digam.

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Jun 2019

Ninguém nos avisa que é tão difícil, ninguém nos disse que seria tão gostoso.

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Jun 2019

O que é o amor? . . “É o que faz você sorrir quando você está cansado”, respondeu uma criança de quatro anos. Um adulto responderia que é um sentimento profundo que nos faz querer estar perto de outras pessoas. Mas é uma resposta pré-pronta. Crianças tentam explicar o mundo que vêem elaborando respostas mais autênticas. . . “Quando alguém ama você, fala seu nome de um jeito diferente. Você sabe que seu nome está seguro na boca dela”. . . “Amor é quando você diz a alguém que gosta da camisa dele, então ele a usa todos os dias". . . “Você não deveria dizer “eu te amo” a menos que seja verdade. Mas se for, você deveria dizer o tempo todo. As pessoas esquecem”. . . O amor se cultiva e quando está maduro se distribui. Manda mensagem de madrugada. Dorme abraçado, agradecido. Nossa vida é um amontoado de minutos. Teremos cada vez menos, a partir de agora. . . Quando éramos crianças sabíamos de tudo. E ainda assim temos tanto pra aprender.

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Oct 2018

Filme do incrível @guortiz para a noite de ontem em São Paulo 👊🏻

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Aug 2018

Então, eu quero um dia todo com você.

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Aug 2018

Um dia completo Eu me sentia incompleto no dia dos pais. A professora mostrava pra turma que éramos o tronco de uma árvore genealógica, formados por galhos que vinham dos nossos pais e avós e bisavós e tataravós. Eu olhava aquela árvore e me sentia incompleto. Eu era uma árvore pela metade. Tinha todo um lado de mim que eu não sabia de onde vinha, nem o nome, nem nada. Minha mãe pagava todas as contas sozinha, estava sempre trabalhando, não tinha nem dinheiro, nem tempo pra nada. Mas me ensinou uma coisa: eu podia fazer tudo diferente. Um dia você vai ser pai, meu filho. Você não vai repetir o erro do seu pai biológico. Um dia você vai ser um bom pai. O que perde um homem que abandona uma mulher grávida? Acordar ao lado da coisa mais fofa do mundo. Ter sua vida transformada por um amor maior do que se consegue explicar. Ouvir reflexões maravilhosas todo dia durante o jantar. Abraços e beijos antes de dormir. Orgulho cotidiano ao perceber que você ajudou a construir uma boa pessoa. Senso de realização, para além do seu trabalho no escritório. Para muito além do que qualquer outra realização. Porque no final da vida ninguém se lembra do resto. Você trocaria tudo por mais um dia de vida. Por mais dez minutos abraçado nos seus filhos. Por mais dez segundos rodeado de quem você ama. Minhas filhas mudaram meu segundo domingo de agosto. Neste Dia dos Pais, sinto como se meu coração quintuplicasse o tamanho. Elas fazem cartinhas. Cantam músicas. Sinto como se as apresentações que elas fazem, descoordenadas, desafinadas, fosse Beethoven. Tudo é mágico. Cada abraço é encantado. Me emociona e me transforma. Eu me sinto sortudo e agradecido. E, depois de tanto tempo, finalmente, completo.

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Aug 2018

Os afetos. Ter tempo de cultivar os afetos.

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Aug 2018

presença > presente

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Jul 2018

O cara parecia emocionado, falando devagar e com os olhos úmidos, quando perguntou: “Você está falando muito da importância do ‘Eu te amo’, mas quando seu filho pequeno diz ‘eu te odeio, pai’ pra você?”. Era o lançamento do livro em Curitiba. O clima ficou tenso. A pergunta era difícil. A Anita pediu o microfone. “Essa eu respondo”, ela disse. “Olha, provavelmente seu filho fala isso quando você está brigando com ele. Você está colocando um limite nele. E ele se sente mal com isso. Revoltado. Então, ele quer que você também se sinta mal. E a única coisa que uma criança pode fazer pra um pai se sentir mal naquele momento é dizer ‘pai, eu te odeio’”, ela disse. “É claro que ele não te odeia. Ele só está querendo fazer você se sentir um pouco como ele está se sentindo naquele momento”. E completou: “Seu filho, mais do que ninguém, quer estar de boa com você. Mas esse é um trabalho constante dos dois”. Deu pra sentir o alívio daquele pai, e de todos os pais presentes. A Anita, às vezes, explica de uma forma bem acessível o que gente grande não entende.

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Jun 2018

LANÇAMENTOS: 26/06 terça Porto Alegre Saraiva praia de belas 19:30 27/06 quarta Florianópolis Saraiva Iguatemi 19:30 (não bebam vendo o jogo do Brasil de tarde 🙈 ) 28/06 quinta Curitiba Livrarias Curitiba do Estação 19:30 Relaxa você de outras cidades, estamos planejando lançamentos incríveis esse ano 😃

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Jun 2018

Não é apenas o dia dos namorados, mas também aniversário da primeira vez que ficamos juntos. Eu e ela solteiros. Eu e ela trabalhando na mesma empresa. Eu e ela jornalistas. Quem é jornalista sabe: é tanta hora extra que é difícil se relacionar com alguém de fora da empresa. É o que chamamos de “reprodução em cativeiro”. Eu e ela saímos para beber cerveja barata. Não deu três meses estávamos morando juntos. Faz quinze anos hoje. Ser casado há quinze anos nos constrange um pouco porque escancara a nossa idade, mas pior, nos coloca em um seleto grupo de casais que perduram. Nossos amigos todos começam e acabam relacionamentos. Não posso negar o ar de modernidade que vejo nisso. Parecem tão contemporâneos, trocar de parceiros de três em três meses, usar aplicativos de relacionamentos, ter relacionamentos abertos, estar feliz com a solteirice. Admiramos, é claro. Gostamos de ver pessoas felizes. Mas com a gente não funciona. O que eu posso fazer? Nunca conheci uma pessoa como a Ana. Engraçada, inteligente, de astral inabalável e uma risada deliciosa. Tivemos duas filhas lindas, ambas absorveram qualidades notáveis da Ana. Alegria, generosidade, uma ternura que me derrete. Tivemos tantos altos e baixos, quase nos separamos uma vez. Seria a coisa mais triste da minha vida. Procuraria a Ana em todas as outras mulheres do mundo. Não teria com quem conversar sobre nossas piadas internas. Teria que me adaptar a esse mundo aí, que existe do outro lado das paredes do nosso apartamento orgulhosamente simplérrimo. Como já disse, não somos modernos. Temos um relacionamento há quinze anos. Existe algo mais démodé que isso? Talvez, usar a palavra démodé. Queremos conhecer a Grécia juntos. Ver a Aurora Boreal. Queremos ver nossas filhas crescerem. Me embarga a escrita imaginar elas vivendo suas próprias vidas sozinhas. Sem eu e a Ana cortando suas unhas, tirando a pequena do banho, ajudando a mais velha a estudar formação celular para a prova de biologia. Um dia seremos somente eu e ela de novo, cabelos brancos e vinho tintos. De vez em quando um amigo mais antigo nos olha admirado. Pergunta: “Caramba, há quanto tempo vocês estão juntos?”. Não o suficiente.

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May 2018

Minha irmã me disse uma coisa muito bonita ontem: todas as coisas ruins do câncer vão passar. O sofrimento, o medo, os efeitos colaterais, as limitações. Mas as coisas boas que a doença causou vão ficar. A união da família, valorizar cada dia, o carinho dos amigos, todos os anjos que nos apareceram nessa jornada. Hoje é o último dia de quimio. O mundo é um lugar maravilhoso, apesar do que dizem. Força, Débora. ❤️

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